(Corta e volta pra nossa última cidade no Cambodia: Siem Reap)
Ultimamente nossa vida estava assim: onde o tuk tuk nos deixasse, ali ficávamos. Até que os hostais indicados por eles (que deviam ganhar uma boa comissão por isso) não eram maus, os preços eram negociáveis (após a ameaça de ir procurar outro lugar, quando a gente já estava saindo pela porta), tinham internet (nem que fosse na recepção) e eram sempre no centro, a uma caminhada curta de lugares para comer, mercados, etc.
Em alguns casos você também encontra deusas gregas dentro de molduras :P
O fato é que saímos dali super impressionados já....e se diziam que Angkor ia ser ainda melhor...eu na verdade não conseguia imaginar algo melhor que o que vimos! A não ser o vendedor de abacaxi geladinho que nos abordou na saída, oferecendo a iguaria delicadamente cortada (ou esculpida) e com um palitinho pra gente matar a sede. Ficamos comendo abacaxi (um costume que acabamos repetindo todos os dias, várias vezes por dia) e vendo os cisnes deslizando no laguinho na frente do templo...
Vários outros templos nos impressionaram nesse primeiro dia, principalmente os que tinham escadas curtinhas e bem íngremes que, por parecerem bem chatas de subir, nos davam ainda mais vontade! Mas o campeões, depois de Bayon, sem dúvida foram os templos em que a força da natureza tomou conta. As raízes das árvores cresceram no meio das paredes, na frente das janelas, criando um espetáculo surreal e imponente.
Daí vinha inevitavelmente a parte triste: as estátuas sem cabeça (são a primeira coisa a cair, porque o pescoço não sustenta uma cabeça) e as milhares de pedras caídas...alguns tetos estavam pela metade, e as pedras ali no chão. Você olhava pro teto e via perfeitamente o encaixe que eles usavam, impressionante.
O segundo dia foi muito quente, então a gente foi se arrastando visitar Angkor. Que era sim, gigante, com paredes agradáveis (na sombra!!), vários quintais interiores, corredores infinitos, bem legal. Ele é diferente do Bayon e do das árvores (Preah Khan), impõe pelo tamanho. Passamos um bom tempo ali. Uma multidão, uma criançada, gente que resolve levar a vó de bengala pra subir e descer as escadinhas do templo....vai entender. Mas merece, é bem impressionante. E a vó de bengala que aguente o calor e o exercício! ;)
Vimos depois outros templos mais longos e não altos, com árvores dominando alguns, e voltamos pedalando. Eu levei um tombaço da bicicleta (culpa do guidon torto) e, mesmo mandando, ainda fui ver o por do sol em Angkor.
E no dia seguinte, o grande dia: acordei às 4 da madrugada, pedalei sozinha até o templo no escuro (o Camilo amanheceu com febre e ficou no hotel), só enxergava alguns trechos da estrada até lá quando os tuk tuks passavam e iluminavam o caminho...entrei no templo totalmente escuro, bem macabro! E me posicionei junto com algumas pessoas na frente do laguinho do lado esquerdo, pra esperar o nascer do sol. E ele foi nascendo...e eu fiquei horas ali, só admirando....pra fechar com chave de outro o Cambodia! Foi perfeito! (e eu prometo não me empolgar nos próximos posts e escrever tanto assim....acho que tinha ficado tanto tempo sem escrever que exagerei! Sorry!!)